lugares para conhecer de motorhome

Brasil: praias, montanhas, grutas e cavernas, pantanal, dunas, regiões serranas, parques e reservas florestais, clubes, sítios, fazendas, cidades históricas, circuitos temáticos, turismo religioso, esportivo, de aventura, agito, sossego, negócios, tudo isso e muito mais é possível curtir com sua casa sobre rodas, cada dia um lugar, cada nascer do sol uma nova paisagem, como essas das belas fotos que eu selecionei para você.

E além de tudo, viajar levando a casa com a gente é fantástico, a gente não tem que se preocupar em fazer reservas ou se vai achar de última hora uma cama quentinha em um hotel confortável, em uma pousada aconchegante, se vai ter vaga pra pernoitar naquela cidade, se vão enfiar a faca no preço quando perceberem que precisamos dormir ali... 

Também não temos a preocupação de achar um lugar limpinho, gostoso e na medida do orçamento para almoçar, tomar o café da manhã, nem se o horário da chegada vai se encaixar com o do restaurante, basta parar em um local seguro e descansar, ou preparar a refeição e comer tranquilamente. Mas ainda se pode optar pela hospedagem e pelo restaurante. Não é fantástico? Continue lendo que tenho ótimas dicas pra você.

A bordo de um motorhome, você pode ir a praticamente todos os lugares onde haja acesso a um veículo do porte dele - quanto menor, mais lugares acessíveis - e se não der para chegar, você pode estacionar em um local adequado e prosseguir de outras formas, como você faria também se estivesse de carro, de ônibus ou com uma van de agência de turismo ou taxi, nada demais.

Imagine que seu motorcasa é um hotel todinho seu, com lençóis limpinhos, macios e perfumados, que fica a duas quadras da praia, em um estacionamento e você só precisa caminhar 200 metros para pisar na areia e pode voltar a hora que quiser, abrir a geladeira e tomar seu próprio chá gelado, sua própria cervejinha, tomar um banho gostoso e se jogar na cama. Se você quiser, ainda pode mudar de lugar, levando seu próprio hotel para outra praia!

Diferente do hotel tradicional, com aquela lenga-lenga pra fazer check-in com os pés já fervendo da viagem e louco(a) por um banho, depois ainda ter que desfazer as malas, arrumar tudo nos armários morrendo de cansaço e mal você curtiu a estadia, dois ou três dias ali, já ter que enfiar as coisas nas malas e fazer o check-out rigorosamente dentro do horário, antes que alguém te expulse de lá. E se o lugar não te agradar, você se deu mal.

ONDE BUSCAR POR INFORMAÇÕES

Como a cultura de motorhome tem ainda relativamente pouca adesão no Brasil, não costuma ser muito fácil encontrar tantas informações quanto se desejaria, não é o mesmo que entrar em uma agência de viagens que possui pacotes religiosamente elaborados e repetidos. 

É preciso ir atrás de dados sobre locais onde se possa estacionar por longos períodos, onde haja infraestrutura adequada para reabastecimento de água, limpeza de tanque de detritos e conexão com rede de energia elétrica, caso seu veículo não tenha plena autonomia de eletricidade.

Mas o pessoal adepto do estilo de vida "caracol" é muito unido, comunicativo e disposto a dar informações, você vai se amarrar em participar de grupos de campistas como este em redes sociais, trocar números de WhatsApp, telefone e endereço de e-mail com as pessoas com quem se faz amizade pela estrada, elas vão estar sempre dispostas a te ajudar a encontrar um bom lugar. Só não esqueça de retribuir.


Muitos campings em praias ou em montanhas, muitos sítios, fazendas e estacionamentos em lugares turísticos aceitam seu motorhome com satisfação, mas muitas vezes você terá que se ajeitar em uma pracinha de uma pequena cidade, em uma rua tranquila de um bairro residencial, em um pátio de prefeitura ou um posto de combustíveis, sempre procurando se informar com antecedência e se comunicar com as pessoas do local antes de fincar pé, a fim de evitar dissabores. Confie, as pessoas vão te surpreender positivamente!

E você pode e deve partilhar nas redes as suas fotos, suas dicas e histórias de viagem, suas impressões sobre cada lugar que conhece, suas expectativas e temores.


Para começar a inspirar seus planos de viagem, que tal dar uma espiadinha neste site? Isto é só um aperitivo. Com o tema "Conheça paisagens espetaculares por todo o Brasil", o blog Mulher do portal Terra nos presenteia com dezenas de belas imagens de todas as regiões do país .

O site Férias Brasil também pode te ajudar um bocado, nele você encontra destinos categorizados por estilo de viagem e com milhares de fotos de viajantes colaboradores, você vai querer cair na estrada agora. Acesse e morra de vontade de ir.

Este é do Governo Federal: o site Turismo Brasil também oferece opção de consulta por temas, dividido em aventura, sabores, esporte, diversão, praias e cultura. Imperdível. Em cada tópico você encontra muitas imagens e uma descrição do que cada região do país oferece. Veja lá.




lavando as roupas no motorhome

Me surpreendi buscando lavadoras pequenas na internet quando dei de cara com um modelo super compacto da Electrolux para até três quilos de roupas e fui pesquisar a fundo as características da maquininha, gostei.

Com baixo consumo de energia, na ordem de 0,06 KWh, o que é importantíssimo no caso do motorhome, a Mini Silent front load de parede pesa 16Kg e mede 292x550x600mm.

Dá pra ligar em um inversor de corrente de potência relativamente baixa com certa tranquilidade.

Ela se presta muito bem para lavar pequenas quantidades de roupas e de acordo com internautas que a avaliaram, pode lavar até três calças jeans simultaneamente.

Se você tem curiosidade em ver ela funcionando, assista ao vídeo abaixo.



SECANDO AS ROUPAS LAVADAS

Agora fica o dilema: instalar uma secadora ou um varal?

Como existem varais de paredes muito compactos e resistentes em abundância no mercado, não é difícil adquirir um que caiba dentro do box do banheiro para pendurar peças íntimas e outas roupas leves e toalhas e deixar para lavar as roupas maiores quando for fazer aquelas paradas mais prolongadas, quando parar em um local onde haja infraestrutura para esse serviço ou quando voltar para casa entre uma viagem e outra.

Mas se você preferir, pode instalar uma dessas secadoras de parede, mas verifique bem a potência antes da compra e certifique-se que o sistema elétrico da sua casa rodante dá conta do recado, elas são práticas e até bonitinhas, só que gastam bastante energia.

Essa da foto, cuja marca estou vendo pela primeira vez, consome 1500 Watts de energia para secar dez peças de roupa e das que andei vendo por aí, a que gasta menos é uma feiosinha e desajeitada que fica nos 900 Watts. Vou de varal por enquanto.


ventilacao de seguranca e arrefecimento

Os compartimentos destinados à instalação de botijão de gás de cozinha e para aquecimento de água, de baterias e de sistemas de gerenciamento de energia tais como conversor/inversor e controlador de carga carecem de ventilação permanente e de isolamento hermético em relação ao habitáculo do motorhome, ou seja, não deve haver troca de ar entre esses espaços e o interior da "casa".

Para tanto são feitas aberturas na lataria da carroceria e instaladas grelhas de aeração, que podem ser fixadas através de parafusos quando não for necessário necessário acesso frequente (como no caso da bateria) ou com portinhola fechada com chave se não houver maior necessidade de abertura (como no caso do gás). Cuidado com o tipo de fechamento a fim de evitar furtos.

A bateria precisa estar isolada do habitáculo porque pode ter vazamento de gases tóxicos e nem é preciso dizer o quanto isso vale para o gás de cozinha.

O compartimento destinado aos equipamentos pesados do sistema elétrico não deve ter comunicação com o interior do veículo porque seu uso produz calor, interferindo na climatização interna, além do risco de também exalarem gases tóxicos em caso de acidente, apenas os seus comandos devem estar acessíveis e os dutos que levam a fiação até eles muito bem bem vedados.

E mais: inversores (ou conversores) de energia elétrica não devem compartilhar espaço com baterias, existe risco de incêndio ou explosão.

O mesmo cuidado vale para uma tulha para armazenamento de produtos de limpeza, especialmente aqueles que tenham em sua composição cloro ou amônia, pois são extremamente danosos à saúde e jamais devem ser acondicionados dentro do habitáculo do veículo. E é extremamente recomendável que ela seja dotada de uma tela mosquiteira.

tratamento termoacustico do motorcasa

Considerando que o veículo deve estar constantemente exposto às variações de temperatura ambiente, ora recebendo incidência direta de luz solar, ora pernoitando exposto a frio intenso, faz-se necessário revestir internamente sua carroceria com material de baixa condutividade térmica, que dificulte o seu aquecimento ou resfriamento excessivos, garantindo o conforto de seus ocupantes e preservando objetos, alimentos e equipamentos.

Atente que a condutividade térmica pode variar conforme a qualidade do material, sendo os valores adiante apresentados apenas estimados.

Carro quando é quente, é muito quente; e quando é frio, meu amigo... Se você já dormiu dentro de um veículo comum, sem proteção térmica e exposto ao tempo, sabe o quanto ele pode ficar gelado na madrugada, mesmo em noites de verão, aquecedores ou aparelhos de ar condicionado sozinhos não resolvem muita coisa.

Como o motorhome permanece estacionado freqüentemente em ambientes ruidosos, carece igualmente de um tratamento acústico adequado para que a merecida noite de repouso após um dia de muitas atividades divertidas não se transforme em um pesadelo.

CONHEÇA ALGUNS MATERIAIS FÁCEIS DE ACHAR E DE USAR

O peso e a espessura dos materiais utilizados para essa finalidade deverão interferir o mínimo possível no peso e no espaço interno do motorhome e eles deverão ser ou maleáveis o bastante para sua aplicação em saliências e reentrâncias da estrutura da lataria ou, caso sejam rígidos, ser recortados com absoluta precisão a fim de evitar-se ao máximo que fiquem espaços vazios.

Fundamental ainda ter-se em consideração a neutralidade dos revestimentos quanto à propagação de chamas e que, cumulativamente, sejam inertes, não provocando danos à saúde humana e ao meio ambiente. Observe que cada material abaixo descrito tem um link no texto, caso seja de seu interesse, acesse as páginas externas para saber mais detalhes sobre eles.

AS TRADICIONAIS PLACAS DE ISOPOR

O poliestireno expandido (EPS) popularmente conhecido pela marca Isopor tem sido empregado com eficácia há muito tempo para manutenção da climatização interna tanto de veículos de passageiros quanto de compartimentos de carga em veículos de transporte e atenua consideravelmente a propagação de ruídos.

Extremamente leve, disponível no mercado a custo acessível, auto-extinguível em contato com o fogo e de fácil aplicação, o Isopor pode compor a barreira térmica de nosso campervan e sua aplicação deve ser feita por colagem de placas cuidadosamente recortadas por toda a superfície interna das paredes e teto do compartimento originalmente destinado a carga, em meu caso agora destinado à casa sobre rodas, atentando-se ao quanto sua espessura irá interferir nas medidas originais do veículo, especialmente em relação à altura. O menor em condutividade térmica e portanto melhor isolante, tem o valor em torno de 0,025 W/m.K.

Sua aplicação no piso deve ser evitada, exceto se a pessoa que realizar o trabalho souber muito bem o que está fazendo, sob risco de afofamentos e até afundamentos em partes do piso e danos ao material nos pontos próximos à passagem do escapamento sob a carroceria devido ao calor constante e excessivo irradiado por ele.

Importante: a fixação de chapas de isopor em carrocerias deve considerar a possibilidade de produção de ruídos por atrito (chiados) quando da movimentação do veículo, além de uma boa colagem, pode-se recobrir as chapas com um material mais flexível e macio, como feltro do tipo usado para forração de assoalho de automóveis e interior de caixas de som, lã de vidro ou outro.

MANTAS DE LÃ DE VIDRO ALUMINIZADAS

No mercado especializado em tratamento térmico e acústico é possível encontrar mantas de lã de vidro com revestimento aluminizado a um custo bastante razoável e com a vantagem de ser muito maleável, favorecendo sua aplicação naquelas reentrâncias e saliências tão abundantes na carroceria do furgão, podendo ser usada à vontade nas paredes, no teto e até mesmo no piso, dependendo do revestimento a ser aplicado sobre ela, com cautela para que não fique demasiado mole e não prejudique muito a altura interna para circulação de pessoas.

Pode ser usada conjuntamente com isopor ou lã de rocha e requer cuidados especiais no manuseios, por soltar muitas partículas finas que podem provocar desde irritação na pele e mucosas até danos mais severos ao aparelho respiratório, portanto é severamente recomendável usar EPIs: luvas, botas, macacão com touca, óculos com laterais fechadas e máscara respiratória. Sua baixíssima condutividade térmica se situa em torno de 0,030 W/m.K.

PAINÉIS OU MANTAS DE LÃ DE ROCHA

Eu não fui pessoalmente ver, entretanto várias pessoas da área garantem que a lã de rocha é o material "da moda" nos Estados Unidos quando o assunto é tratamento térmico de motorhomes, por ser fácil de aplicar tanto em placas quanto na forma de manta, com ou sem revestimento aluminizado ou acabamento, por resistir bravamente a temperaturas extremas e ao fogo e proporcionar um isolamento termoacústico efetivamente bem significativo. E também é extremamente leve e fácil de ser cortada e aplicada no veículo e tem condutividade térmica em torno de 0,035 W/m.K.

MANTAS E PLACAS DE CORTIÇA

A condutividade térmica da cortiça é bastante variável, mesmo submetida a processos industriais, pois se trata de produto orgânico obtido da casca de uma árvore, o sobreiro, entretanto pode-se dizer com certa tranquilidade que ela se situa na faixa de 0,39 para as mantas melhor processadas a 0,75 em alguns materiais mais voltados à decoração, raramente chegando a 1,00 W/m.K, no caso de alguns ladrilhos.

Mesmo assim é pobre se comparada aos demais materiais até aqui apresentados, mas em contrapartida há fabricantes que garantem atenuação acústica superior a 30dB.

Estes são apenas alguns dos muitos materiais que podem ser usados para fins de tratamento termoacústico veicular, mas dificilmente você vai achar outros tão bons ou melhores, tão fáceis de encontrar no mercado e a baixo custo como eles e você também pode fazer um uso combinado de dois ou mais materiais, aumentando a eficiência do tratamento termoacústico.

CELOTEX - FIBRA VEGETAL PRENSADA

Analisando algumas conversões de veículos feitas por europeus, verifiquei que alguns auto-construtores usavam o celotex, um tipo de chapa confeccionada com serragem de madeira ou bagaço de cana e resinas que por aqui ficou popular por ser usado em quadros de aviso em empresas.

Parti para a pesquisa de sua eficiência perante os propósitos deste blog e os valores de condutividade térmica que encontrei ficavam na média de 0,065 W/m.K.

Considerando que neste caso quanto menor o valor, melhor o desempenho térmico, o celotex perde em eficiência para os materiais anteriormente pesquisados. No quesito acústica, os valores obtidos eram semelhantes aos da cortiça.

O lado positivo desse material é que ele pode ser usado exposto, porque geralmente é comercializado com acabamentos texturizados e coloridos para uso em forros para casas e escritórios.

Quer sugerir algum material para os leitores do blog? Mande seu comentário.

um pouco mais sobre o furgao ducato

O Ducato é um dos furgões mais usados para transformação em motorhome no continente europeu, também é comercializado aqui no mercado brasileiro e geralmente bem avaliado por quem o possui e/ou o utiliza.


As medidas internas do compartimento de carga nos veículos com teto alto ficam em 1.881 mm de altura - suficiente para um homem de estatura mediana ficar em pé tranquilamente - e 1.808 mm de largura máxima (a largura é menor junto à caixa das rodas). Tem comprimento de 2.860 mm na versão de 10 m³ e de 3.360 mm na versão de 12 m³.

Atenção: estas medidas são comuns a vários modelos de furgões de marcas distintas, são apenas para referência e podem sofrer alguma variação em função do ano de fabricação do veículo, se for necessário, verifique as medidas exatas com o revendedor ou com o fabricante antes da aquisição.

A figura ilustrativa abaixo, publicada no site francês "Escapades Nature" pode dar uma breve ideia do que é possível ser instalado nele.


PREÇOS DE FURGÕES DUCATO NOVOS

Para quem tem cacife e pode comprar um veículo novinho, o Maxicargo 12 (foto) era comercializado pela Fiat hoje, dia 19 de fevereiro de 2015, com preço a partir de R$ 94.300,00 na versão sem ar condicionado e de R$ 100.640,00 na versão com ar condicionado.


Seu amplo compartimento de carga com 12 m³ de volume oferece espaço suficiente para acomodar todos os itens que precisamos para o conforto de duas pessoas, podendo facilmente servir para três e até quatro, claro que abrindo mão de um bocado do conforto inicial.

PREÇOS DE FURGÕES DUCATO SEMINOVOS

Em pesquisas feitas na data acima, encontrei na "tabela" da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) os valores médios de mercado que seguem, a fim de dar uma ideia do quanto se pode esperar pagar por um veículo como esse, caso se opte por adquirir um usado.

Ducato Maxicargo Longo 2.3 Teto Alto ME Diesel (código FIPE 001289-0)

0Km Diesel - R$ 91.847,00
2015 Diesel - R$ 78.557,00
2014 Diesel - R$ 75.368,00
2013 Diesel - R$ 70.790,00
2012 Diesel - R$ 65.953,00
2011 Diesel - R$ 59.916,00
2010 Diesel - R$ 53.654,00

Espero ter ajudado você a conhecer um pouquinho sobre esse potencial candidato a virar uma excelente e bastante versátil casa sobre rodas. Em breve vou publicar alguns dados sobre outros furgões neste espaço, aguarde.

antes de comprar eletrodomesticos

Ter uma cafeteira, uma torradeira, um liquidificador, pequenos eletrodomésticos na casa sobre rodas pode ser bem interessante, mas sempre tendo em mente o que será realmente necessário, pois tudo ocupa espaço, precisa ser firmemente guardado e consome energia elétrica e ela é preciosíssima em um motorhome.
Pensou em dificuldades? Sim elas existem. Portanto é bom ter prudência na hora de decidir o que levar ou o que incorporar ao veículo que consuma muita eletricidade, itens como churrasqueira elétrica, grill e afins devem ser seriamente evitados.

O ideal a fazer é listar todos os equipamentos desejados, decidir quais são realmente necessários, verificar o consumo de energia de cada um deles e projetar o sistema elétrico a partir dessas informações e sempre com um pouco de folga, quanto mais potência utilizada, maior, mais caro e mais pesado terá que ser o conjunto alimentador.

Para fazer funcionar aparelhos elétricos dentro da minha casa móvel eu decidi instalar duas baterias estacionárias de 24 Volts de e capacidade de no mínimo 150 Ah (Ampére hora) cada uma com um inversor de tensão e corrente de pelo menos 3000 Watts com saída em 110 Volts x 60 Hertz e instalar placas solares no teto para manter a carga das baterias, claro que existem muitas outras possibilidades...

E tudo isso em um circuito elétrico completamente independente. Usar a bateria do próprio veículo? Jamais!

forno de microondas economico

O forno de microondas, embora possa ter seu uso restrito a poucos minutos por dia, pode ser o vilão na hora de projetar a rede elétrica do campervan. Para se ter ideia, um aparelho desses com apenas 20 litros de volume útil tem potência (de rendimento) geralmente em torno de 700 Watts e pode exigir mais do que o dobro disso no momento que é posto em funcionamento.

E isso em rede elétrica convertida de 12 ou 24 Volts CC (em corrente contínua) de baterias para 110 ou 220 Volts CA (em corrente alternada) é muita coisa - falarei sobre a parte elétrica num tópico específico.

O ideal é usar o forno de micro-ondas apenas para aquecer alimentos, não para cozinhar e só em extrema necessidade para descongelar.

O menino aí da foto é da Cônsul, tem capacidade para 20 litros e potência de apenas 620 Watts, com consumo final de 1100 KW/h. Achei o que eu precisava!

a escolha de um fogao adequado

Um motorhome pode ter tanto conforto quanto uma casa ou apartamento, inclusive pode ter todos os equipamentos de uma cozinha convencional, dependendo das dimensões do veículo, das fontes de energia, dos hábitos, das preferências e disponibilidade financeira de seu proprietário.

Normalmente uma cozinha de motorcasa costuma ter um fogão pequeno a gás, com apenas dois ou três queimadores, um forno de micro-ondas, um frigobar ou refrigerador pequeno e se você for pescador pode querer ter também um freezer, que precisam ser firmemente fixados diretamente à carroceria do veículo ou devidamente embutidos em móveis igualmente bem firmes.

Um bom marceneiro sabe o que fazer.

Na europa os fabricantes de campervan costumam instalar um modelito todo estiloso que já vem com a pia incorporada ou que pode compor o visual com uma cuba no mesmo design, que você pode achar por aqui a preço até razoável. Eu ainda prefiro o cooktop Brasil 3GG Tramontina da foto, o que você acha?

utensilios de cozinha para levar

Quando decidi ter minha casa sobre rodas, uma das primeiras coisas que pensei foi o que eu precisaria levar para ter um mínimo de conforto, mas não exagerar no volume e nem no peso da carga.

Imagine ter que fazer caber em um armário minúsculo um monte de panelas, frigideiras, pratos, copos, talheres, espumadeiras, conchas, espátulas... E a barulheira que isso tudo iria fazer com o motorhome em movimento.

UTENSÍLIOS PARA A COZINHA ITINERANTE

Pesquisando sites gringos - porque no Brasil quase não existe cultura campista - encontrei facilmente as respostas às minhas perguntas.

Olhe que bacana o conjunto "Pinnacle Camper Cooking" fabricado pela GSI Outdoors, ele tem panelas com tampas perfuradas para escorrimento de líquidos, frigideira, cabo intercambiável para as panelas e a frigideira, potes com tampas, quatro pratos e quatro copos.

Tudo se encaixa direitinho e cabe em uma bolsa bem ajeitadinha que vem com o kit, ocupa pouquíssimo espaço, medindo 23,1 cm x 14,7 cm e é super leve, pesando 1,6 Kg, só o preço não é muito atraente para os padrões brasileiros, hoje (14/02/15) custa £123.29 no site da Amazon britânica, fora as despesas de frete e imposto de importação mas você prefere levar um monte de tralhas?

Então é isso: na hora de planejar o que ter na cozinha do motorcasa vale a pena dar uma espiadinha nesses sites especializados em campismo.

um furgao para eu chamar de meu

O veículo escolhido por mim para ser convertido em motorcasa é um furgão comercial facilmente encontrado para venda no Brasil, com um tamanho pequeno suficiente para trafegar por ruas estreitas e ser manobrado e estacionado com facilidade, mas com espaço interno bastante para ser equipado com tudo o que é necessário para meu conforto e mais um pouquinho.

Vamos conhecer um pouco algumas das opções disponíveis. No primeiro vídeo, datado de 2010, vemos algumas cenas com cinco dos sete furgões de meu interesse, são eles, por ordem de aparição:
  1. Citroën Jumper
  2. Fiat Ducato
  3. Ford Transit
  4. Mercedes-Benz Sprinter
  5. Renault Master


Dê uma olhada rapidinha em cada um deles e veja como são todos muito bonitos. Os outros dois furgões que cabem no meu projeto de motorhome são o Iveco Daily e o Peugeot Boxer, igualmente muito bem estilizados, que podem ser conferidos nos videos subsequentes. Pode até parecer covardia, o Boxer do último vídeo ser de modelo europeu e bem mais novo que os demais veículos apresentados, mas foi o que encontrei, diríamos, mais técnico para exibir.





Observando grupos de discussão e sites de avaliação de usuários na internet, além daquela boa prosa com o mecânico, com o amigo... comecei a filtrar essas opções, colocando na seguinte ordem: Sprinter, Ducato, Jumper, talvez Master e só em último caso uma das outras. Por que? Dizem que Ford, Iveco e Peugeot tem manutenção cara (eu que o diga, gasto horrores quando a minha Ranger resolve passear na oficina).

Ainda tem a opção de usar um modelinho antigo, surradinho, mas com o preço bem em conta como o MB180 ou o Trafic.

construindo meu proprio motorhome

Ah, a liberdade... Levante a mão quem não gosta de viajar, de conhecer lugares novos, gente nova, sair da mesmice, da rotina, quem não fica feliz quando chega o fim de semana, quando tira férias?

E quem, pelo menos uma vez na vida, não teve vontade ou pelo menos curiosidade de se jogar no mundo a bordo de uma casa sobre rodas?

Mais do que isso: quem nunca sonhou poder fazer o seu próprio motorhome? É disso que trata este blog.

Sou apaixonado por viagens de fim de semana, por estradas desertas, travessias de balsa, terra, cascalho, lama e poeira, desviando de bois e abrindo porteiras, por montanhas, mato e cachoeira, por cidades pequenas com gente simples e hospitaleira, por bichos, por chuva e sobretudo pela liberdade.

Gosto de descobrir lugares não tradicionais, onde nem sempre se pode achar uma cama, um chuveiro com água quente e uma boa xícara de café.

Já andei léguas e léguas carregando só uma mochila, apenas com o estritamente necessário à sobrevivência, passei fome, frio, calor, me molhei, me queimei, caí em rio, corri de uma boiadas, me machuquei, fui mordido por cachorro e pernilongo.

Devo estar ficando um tanto velho, porque hoje sinto falta de um pouco de conforto, um lugarzinho pra voltar depois da caminhada, tomar um banho e relaxar.

DE ONDE, RAIOS, ME VEIO ESSA IDEIA

A barraca já não me serve. Trailer? Nunca curti ter que rebocar um desses e ter que ficar manobrando, caçando lugar pra estacionar... Ônibus? Muito grande pra um cara sozinho.

Pensei em um camper, aquele negócio que tem os mesmos equipamentos de um trailer, mas não tem pneus, não é reboque, é feito para ser colocado em caçambas de caminhonetes.

Até cheguei a esboçar um projeto de camper, com medidas, lista de coisas e tal, até comprei umas tranqueiras e relacionei outras para comprar, mas no final decidi vender minha caminhonete e partir pra algo mais completo, um veículo que ao mesmo tempo fosse pequeno como ela e que pudesse ter maior aproveitamento de espaço.

Um desses VUC (veículo urbano de carga) me cairia bem, sei lá, imaginei meu sonho sobre rodas em um estilo discreto, não curto nada espalhafatoso, mas a carroceria é totalmente separada da cabine e eu teria que sair lá fora (olha o pleonasmo) toda vez que quisesse ir de um lugar para o outro.

Foi assim que optei por um furgão. Sim, um desses comerciais com teto alto o suficiente para manter meu pescoço ereto lá dentro, sem torcicolos e com integração entre a cabine e o habitáculo.

Não é de hoje que venho matutando e economizando meu dinheirinho suado pra um dia realizar meu sonho, faz muitos anos, agora é a hora.

MAS ANTES DE DAR UMA DE LOUCO

Sabe aquelas pessoas que compram uma casa de praia, vão lá duas vezes e depois até esquecem que tem? Ou aquela bicicleta ergométrica que você comprou pra se exercitar e virou cabide? Pior: de roupa suja!

Pois é, não quero que meu sonho acabe assim! Então resolvi planejar cada detalhe, pesquisar a fundo, elaborar meu projeto com muito cuidado e capricho e fazer de uma vez, sem ficar com um trambolho entulhando a garagem por anos.

E olha que eu já comprei carro velho pra reformar e sei muito bem o que é ter uma tranqueira ocupando espaço em casa.

O PORQUÊ DESTE BLOG, AFINAL

Mesmo com tanta riqueza de informações disponível na internet, ainda sou do tipo que pergunta algum detalhe a alguém. Eu fuço, pesquiso, vou fundo, salvo os textos para reler depois, compro livros, revistas, assisto zilhões de videos, mas também acho super importante uma opinião de quem conhece o assunto. Daí eu vim parar aqui.

Meu objetivo é reunir dicas e informações técnicas, práticas e legais sobre a auto-construção de um motor-casa, para eu fazer meu próprio equipamento com tudo o que eu preciso, sem ficar dando murro em ponta de faca e nem gastando dinheiro à toa.

Quero ir trocando ideias com quem já fez, com quem apenas curte e, claro, com quem tem um veículo comprado pronto. Estou sempre aberto para novidades e correções e quem sabe meu projeto possa até servir de inspiração para outros loucos apaixonados pela vida como eu...

Seja como for, me acompanhe nessa doideira e participe dando ideias, perguntando, comentando, criticando, sugerindo e me ajudando a completar o meu sonho.